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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Trecho da peça "Árvore em Fogo"

Apresentação realizada dentro da programação das 27 horas Ininterruptas de Teatro em Santa Cruz do Sul.

DOIS ANOS DA MORTE DE ELTON BRUM DA SILVA

Há dois anos, no dia 21 de agosto, em mais uma ação truculenta e violenta da
Brigada Militar do Rio Grande do Sul, durante o despejo da ocupação da Fazenda Southall
em São Gabriel, o confronto resultou no assassinato do trabalhador rural sem terra Elton
Brum, 44 anos, pai de dois filhos, natural de Canguçu. As informações sobre o despejo
relatam que Brum foi assassinado por um soldado da Brigada Militar quando a situação já
encontrava-se controlada e sem resistência, ele foi morto com um tiro de calibre 12 pelas
costas. Em julho do ano passado foi concedida à família de Elton uma indenização mensal
de 70% do salário mínimo.
Mas será que é isto que vale uma vida??? Até quando perderemos companheiros
Até quando os Governos e a Brigada irão agir de forma fascista??? Basta de mortes!! Basta
de eleger assassinos!!!

domingo, 21 de agosto de 2011

Trupe Artemanha ameaçada de perder Espaço Cultural

CARTA DE MANIFESTO da TRUPE ARTEMANHA/SP
 
Ocupação e Resistência: Trupe Artemanha é ameaçada de perder espaço recém ocupado para abrigar a Escola Popular de Teatro - CITA e as Ações Culturais do Grupo.

Na data de 11 de agosto de 2011, recebemos a visita de uma equipe de Obras da Secretaria de Assistência Social e de representantes da construtora MAS (vencedora da licitação), estavam em posse da planta baixa do local, dizendo que pretendem até o fim deste mês derrubar o prédio para construir no lugar um futuro asilo, que o processo já estava aprovado pela Secretaria e inclusive sancionado pela Vice-prefeita Alda Marco Antônio.

Entenda o caso:
O espaço em questão está localizado na Rua Aroldo de Azevedo, 20, um barracão de madeira com cerca de 500m² que já chegou a funcionar como Subprefeitura do Campo Limpo durante muitos anos, e que depois serviu como sede do Instituto Oca e até o ano de 2009 para o Instituto Cultural Uboé. O local ficou abandonado por cerca de um ano, chegando a servir como sede para o CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) unidade Campo Limpo, que ocupou o local por apenas 45 dias até que sua nova instalação ficasse pronta, mudando-se para um prédio privado (custo mensal da locação R$ 8.000,00 - dinheiro proveniente dos cofres públicos), deixando uma herança para o espaço que passou a servir como depósito de patrimônios públicos abandonados como equipamentos, móveis e documentos. Neste curto tempo em que esteve no local, a equipe do CRAS que faz parte da Secretaria de Assistência Social, não realizou melhorias para o prédio que estava em situação caótica, com problemas de esgoto, água, luz, infestado por cupins e até sofrendo saques e arrombamentos constantes. Além de terem resolvido o problema de água e luz realizando ligação clandestina, já que as fiações estavam condenadas, correndo risco até de incêndio no local.
Em busca de um espaço para o desenvolvimento do Projeto da Trupe Artemanha de Investigação Urbana que atualmente baseia-se em três eixos de ações: 1º) Desenvolvimento de sua pesquisa teatral com ensaios e apresentações dos espetáculos abertos à população. 2º) Criação da Escola Popular de Teatro - CITA (Centro de Investigação Teatral Artemanha) e formação artística com oficinas culturais livres oferecidas a jovens e adultos. 3º) Acesso livre de espetáculos de várias cidades do país para população a partir de Projetos do ARTEMANHA RECEBE e FESTCAL (Festival Nacional de Teatro de Campo Limpo), que acontece a mais de 5 anos nos bairros do Campo Limpo.
Identificamos que este seria o melhor local para implantação do projeto “15 Anos Revelando Artemanhas” contemplado na 18ª Edição da Lei de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo.

Em conversas com a subprefeitura do Campo Limpo, chegamos ao acordo de ocupar o espaço para realizar as ações culturais do grupo, já que este se encontrava abandonado. Assim que entramos no espaço, demos início aos reparos de pintura, limpeza, higienização, compra de equipamentos, de materiais de construção (vasos sanitários, tintas, fios elétricos etc) e na organização do patrimônio ali abandonado em uma única sala. Pós mobilização e realização de mutirão para melhorias e reformas no espaço, eis que surge o interesse do poder público (Secretaria de Assistência Social) em implantar o seu projeto neste local, atualmente batizado como CITA (Centro de Investigação Teatral Artemanha) que já completa três meses de atividades de Escola-CITA, além de ser utilizado para os ensaios do grupo e com programação de oficinas livres para a comunidade. É importante ressaltar o apoio da Cooperativa Paulista de Teatro, de vários movimentos sociais, dos Diversos Grupos de Teatro da cidade de São Paulo, interior do Estado e de outros estados do Brasil e principalmente da população da região sul de São Paulo.

A Trupe Artemanha de investigação urbana declara que continuará ocupando artisticamente o Espaço Cultural - CITA e conclama a todos para ajudarem nesta luta que estamos travando desde que chegamos a este local que não é propriedade de uma Secretaria e sim, da população.

Cultura na Periferia é resistência e não benevolência!

11 de agosto de 2011.
FONTE:
Trupe Artemanha de investigação urbana
Escola Popular de Teatro - CITA
www.escolacita.blogspot.com

Árvore em Fogo neste domingo as 16h no Arco da Redenção

domingo, 14 de agosto de 2011

Em defesa dos nossos irmãos africanos da CEUACA!


O movimento Aparício Cora de Almeida, Vive, que resiste à entrega da CEUACA ao domínio privado, vem avançando e obtendo mais espaço. Este avanço preocupa a direção da casa que está tentando todos os meios possíveis para a desocupação da casa: intimidação, tortura psicológica, processos judiciais, etc. A sua última tentativa é expulsar judicialmente os estrangeiros residentes na casa com as piores alegações possíveis. As justificativas da direção são caluniosas e escondem um racismo profundo. Os africanos que residem na CEUACA são - em sua maioria - estudantes carentes, que não possuem renda fixa e são obrigados a trabalhar onde é possível. Caso a CEUACA seja entregue - ou o processo judicial dê ganho de causa à direção -, a maioria dos estrangeiros também não terão para onde ir. Precisamos lotar a sala da audiência e prestar toda a nossa solidariedade de classe aos irmãos africanos. Convocamos você, que acabou de ler esta nota, para participar da audiência, a se realizar amanhã 15/08/2011, às 14h, na Rua Marcio Veras Vidor (antiga Rua Celeste Gobato), 10, 9° andar, sala 955
O apoio que estamos recebemos de todos os ativistas tem sido fundamental para o nosso movimento e para a preservação da casa até o momento. Agora é necessário a solidariedade com os africanos da CEUACA. Compareça e fortaleça a sua defesa!
- Em defesa dos africanos! Contra a ação judicial caluniosa da direção;
- Em defesa da CEUACA! Resistir até o final!
Movimento Aparicio Cora Almeida, Vive!


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Medéa Material- O Começo


Segue abaixo o texto sobre a Margem Abandonada MedeaMAterial Paisagem com Argonautas, pirmeira postagem do blog autodaboca.blogspot.com:
Marcando o início desse blog,resolvi comentar o espetáculo "Medea Material-Paisagem com Argonautas"da Cambada de Teatro em Ação Direta Levanta Favela.Pois bem,faltava sangue em Porto Alegre,nossa tão culta quanto provinciana cidade teatral(?!).


Acho que não resta dúvidas que o Levanta Favela começou muito bem a disseminar suas idéias através do texto de Heinner Muller.O grupo jovem(não tem uma longa trajetória),vem com força total em seus dois espetáculos"A Árvore em Fogo",no qual contam a vida e luta de Bertold Brecht e no visceral Medea Material,que provoca,agride e faz pensar.Trazendo imagens fortes,que carregam ainda mais a potência do texto, a Cambada de Teatro não dá tréguas para o tédio.São quase duas horas nesse mergulho profundo em um universo atemporal de barbárie,de sangue suor e saliva que dão cor e levam o texto de Muller a ter um sentido político-critíco muito forte.Para mim,a encenação de Medéa teve muito a ver com o que vivemos hoje no teatro de Porto Alegre,o Levanta é sim marginalizado,é um grupo radical que apesar de todo trabalho muito bem "amarrado"e de oferecer oficinas abertas ao publico,não é patrocinado(eles querem isso?Como?).


Por acaso,ontem,ultimo dia dessa temporada de Medea,dia que fui assistir a peça pela segunda vez,tive a honra de ser tão publico quanto os jurados do premio Açogueanos de Porto Alegre.Que grande espinafração!Que é uma banca provinciana,antiquada e que adora um palquinho italiano,eu já tinha ouvido,ontem observando a postura desses excelentíssimos espectadores,tive a confirmação desse boatos e a estupidez com que é tratada uma nova vertente de teatro,se tornou um óbvio ululante.Risos,conversas paralelas em alto e bom som e açoites verbais esporádicos coroaram a noite de ontem,enquanto os atores estava ali,submersos em sua história,inteiros e intensos.Sandro Marques é espetacular!É vendo um ator que não interpreta,mas que vive a cena,como se fosse a ultima chance de contaminar o mundo com sua arte,que se deseja cada vez mais ver teatro assim,como arte bruta.


Longa vida ao Levanta Favela!O resto é patrocinado pelas bombas.

sábado, 6 de agosto de 2011

VITÓRIA! - Tonho Crocco - Gangue da Matriz - Processado por Rap


Tonho Crocco, que já foi da banda Ultramen e hoje segue carreira solo, está sendo acionado por causa de seu rap “Gangue da Matriz”. A “gangue” no caso são 36 parlamentares que concederam aumento de 73% a si mesmos em dezembro do ano passado (apenas 11 do PT e um do PTB votaram contra)
A música motivou o deputado Giovanni Cherini (PDT) a enviar uma representação ao Ministério Público por “crime contra a honra”. De acordo com matéria do site Sul 21, o deputado expressou “insurgência contra a manifestação espúria de Antonio Crocco, que enseja o presente pedido de providências ao Ministério Público Estadual”.
Aqui a matéria completa do Sul 21.
O músico se preocupa, com razão, com o perigoso precedente que pode ser criado caso a ação seja bem-sucedida. Em seu blog, Crocco questiona: “Não seria esta ação uma forma de censura à liberdade de expressão? Não estaria o excelentíssimo Deputado ou a quem ele representou agindo de forma truculenta? Estaríamos retrocedendo aos tempos da ditadura? Será mesmo que estamos numa democracia?”